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Tijucas conserva as tradições dos açorianos desde o início de sua colonização. Dos portugueses lembramos as danças e cantigas. Dos africanos comidas típicas, músicas e danças. Muitos usos e costumes atuais são heranças dos nosso antepassados, os açorianos.

As tradições são marcas características na vida do tijucano. Para cultivar o que nossos antepassados nos deixaram por herança, pequenos grupos culturais e alguns estudiosos no assunto relembram em determinadas datas algumas tradições:

 

FOLCLORE

 

Sabemos que folclore é um conjunto de tradições, conhecimentos ou crença populares, expresso em provérbios, musicas, poesias, danças, benzeduras, lendas, adivinhações etc.

O termo folclore foi criado pelo inglês Willian J. Thons, e significa: folk- povo, lore - saber. Daí tem que folclore significa saber popular.Na linguagem folclórica usam-se provérbios como: "Quem nasce prá dez reis nunca chega a vintém"; "Cada um puxa abrasa prá sua sardinha", etc...

Na música e na dança, usam-se instrumentos populares como o berimbau, o tamborim, cuíca, etc. Os ritmos musicais são o frevo, de Pernambuco, o samba carioca, a rancheira, do Rio Grande do Sul, as pastorinhas, apresentadas nas comemorações natalinas. A folia do terno de reis, Dia dos reis Magos (6 de janeiro), cantos a escolares como Ciranda-cirandinha, Atirei o pau no gato, etc.

Fazendo parte do nosso folclore também temos a farra do boi, a brincadeira do boi de mamão, as festas religiosas tais como: Divino Espírito Santo, Navegantes, São Sebastião, São Pedro, Santa Luzia etc.

Como danças folclóricas temos a Quadrilha, Guerreiros.

Como benzeduras temos a benzedura para curar cobreiro, para curar íngua, para cair verrugas, para a falta de vista, para espantar a trovoada, para dor de dente, para rendidura, para mau olhado, para criança embuchada, para soluço, para empinagem, para a zipra, e para crescer os cabelos.

Sobre as crendices e supertisões, temos a crendice do raio, do diamante, do fruto do xaxim, contra fumaça, contra cobra, gambá gordo, gambá magro, ovo goro, sinal dos tempos etc.

Sobre as lendas, mula-sem-cabeça, bicho papão, bota grande, luz da praia, pé de anjo, lendas da índia Cecy e das araquãs, etc.

Sobre crendices e religiosidades temos:

- Quebrar espelho é sinal de desgraça.

- Coceira na mão é sinal de dinheiro.

- Deixar cair a colher é visita de mulher.

- Gato preto dá azar.

- Numero 13 também dá azar.

Outras crenças:

- Ver sorte no copo d'água.

- Rezar a Santo Antônio pra casar.

- Acreditar em bruxas, feitiçarias etc.

Na alimentação, o folclore se destaca pelos pratos típicos: roscas, broas, canjica, nega maluca, sonho, brevidade, beiju, cuscuz, rapadura, pé-de-moleque, pamonha, mãe-benta, etc.

Tijucas Folclórica... Tijucas popular... Tijucas tradicional... Tijucas imperecíveis, que resiste a todas as asperezas do tempo, que se perpetua através do folclore e desperta para a literatura contemporânea.

Tijucas não só desperta para a literatura contemporânea como também vem despertando para a evolução da industria, do comercio, da lavoura, da comunicação escrita e falada, da cultura em geral, da religião, da política, e de todas as coisas boas, que não tivemos no passado. Entretanto, o Folclore Tijuquense sempre possuiu e conserva até hoje suas raízes populares.

 

Longe vai o tempo. Tijucas com poucas ruas e muitas arvores ao seu redor. Nelas, os pássaros em abundância enchiam o ar com a sonoridade de seus cantos.

E o Tijuquense ficava embevecido com o cantar das variadas espécies. Querendo tê-los bem junto a si, prendendo-os em gaiolas.

Era um prazer exibir seu pássaro cantador, passeando pelas ruas da cidade com uma gaiola dependurada no dedo médio. Isso era uma constante, um costume.

Daí, os que moravam em outras cidades, observando essa atitude, começaram a dizer que o Tijuquense tinha o dedo médio da mão em forma de gancho, de tanto segurar a gaiola.

Em razão disso e com orgulho, usamos a gaiola como logomarca. (MA)

Também compõe o universo da cultura e do artesanato, os fabricantes de gaiolas , rede de pesca entre outros...

 

PÃO POR DEUS  

 

As pessoas amigas antigamente confeccionam um pequeno coração talhado em papel de cor, com uma ou mais quadrinhas pedindo o Pão por Deus representado naturalmente por um presente. O Pão por Deus pedia-se geralmente nos meses de outubro até 2 de novembro.

Lá vai meu coração

Correndo mundo sem fim,

Chega lá, bate na porta

Pede por Pão Deus pra mim.

 

Lá vai meu coração

Retratado numa flor

Vai pedir o Pão por Deus

A quem tenho muito amor.  

Brilha o sol, brilha a lua,

Vi também os olhos teus

Brilhante será em tudo

Se me deres Pão por Deus.

 

Se os anjos do céu soubessem

A graça dos olhos teus

Desceria do céu a terra

Pra pedir Pão por Deus  

Pão por Deus era um costume e muito interessante e de origem português

  

OS PASQUINS

 

Pasquim era o jornal do povo. Não havia jornais na época, por isso os fatos acontecidos eram narrados em versos, às vezes bem feitos escritos numas folhas de papel almaço e depositado debaixo das portas de casas comerciais ou barbearias, depois lido pra quem quisesse.

Quando Locatelli caiu com o aeroplano em 1.919 lá no banhado, lá veio a noticia:

 

“Daí correu todo mundo”.

Para o pasto do Gallotti

Corrias velhos e moços,

Gente fraca, gente forte!

Encontrei a preta Paula

Que ia ver o aeroplano,

Quando voltou ela disse:

“Tá plantado no Pântano”

 

RATOEIRA (cantada sempre por ocasião das festas de junho)

 

Alecrim na beira d'água

Pode estar quarenta dias

Eu longe do meu amor

Não posso estar nem um dia.

 

A laranja que me deste

A metade botei fora

Da outra fiz um barquinho

Embarquei e fui embora.  

Lá do céu caiu um anjo

Chegou no chão fez um S,

Menina da cor morena

Dizei-me por quem padece.

 

Ratoeira bem cantada

Faz chorar faz padecer

Também faz um triste amante

Do seu amor esqueceu.  

   

 

CANTIGAS DE ROÇA

 

A saracura

   

Saracura diz que é, aí!

O rei dos passarinhos,

Mas por sua infeliz sorte

Já saiu sura do ninho!  

Saracura quando canta

Advinha vento sul

Tem as pernas encarnadas

E a ponta do bico azul!

 

A DANÇA DO CUPIDO  

Em Tijucas no passado a dança do cupido era bem cantada especialmente na escola da Vila.  

Muito interessante também esse divertimento em Tijucas que era assim formado: Uma criança vestida de cupido, o Deus do Amor, com linda roupa de cetim, grande e encaracolada cabeleira, com um saco de flechas as costas e um bodoque na mão.

O casal chefe conduzia o Cupido e 6 ou 8 pares trazendo o luzido acompanhamento. Um carregado no trono, às vezes bem alto e um outro levando um pau cheio de fitas multicores. Ao pares encostavam junto ao trono a parede. Ao pares rodavam pelo salão, formavam diante do trono uma escada com as mãos e o cupido pelas mãos do par chefe subia a escadaria em direção do trono e cantavam com galhardia. O cupido ao chegar ao trono, de pé, respondia ao que foi cantado.

  

O CACUMBI

 

Era uma dança religiosa dos antigos escravos de Tijucas e que passou de geração para geração até que chegou nos nossos dias para lentamente se extinguir.

Era o preto venerador de Nossa Senhora do Rosário. Na época da festa da santa, os pretos se organizavam e com seu rei, sua rainha, seus pajens e outros personagens de quem perdem os nomes, saiam à rua tomando parte nas festas da igreja. Uma batucada composta de tambores, pandeiros chocalhos com ótimos executores entoavam as vozes puxadas por um capitão fardado, de espada na mão, à frente, como um maestro de banda de musica. Atrás o luzido séqüito com o rei e acompanhantes. O capitão exaltava as qualidades da santa e os comandados cantavam o estribilho em duas ou mais vozes.

O cacumbi desapareceu com a morte de seus chefes e com a avalanche do progresso e da nova cultura.

  

BOI DE MAMÃO

   

Alunos da Escola Básica Alexandre Ternes Filho- JoáiaO boi de mamão aparecia geralmente, semanas antes do natal e ia até dia 20 de janeiro, festa de São Sebastião.

Era, também, constituída pelos homens de cor que cantavam muito bem, batiam pandeiro, chocalhos com ritmo e puxavam o cabo da puíta, para a marcação.

A puíta, como entrou para os jazz-band, tomou o nome de cuícas, que é pequena barriquinha.

Quando se tratava de divertimento organizado havia o chamador que dava ordens ao boi a cometer desatinos e que, também o acalmava e ainda cumprimentava o dono da casa a quem pedia oferta.

O cavalinho que laçava o boi na ocasião marcada, havia o Dr. que curava o boi, que geralmente adoecia.

É a manifestação folclórica afro-brasileira que retrata o épico de morte e ressurreição, onde a tragédia assume característica de comédia, revelando um imaginário composto de personagens reais e fictícios como Maricota, animais da floresta e outros domésticos e a bernunça.

Em Tijucas a brincadeira do boi de mamão é preservada até nossos dias pelo Grupo Folclórico Valente da Joáia e também o Grupo Folclórico São Sebastião da paróquia de Tijucas.

  

FESTAS RELIGIOSAS

  

Festa de São Sebastião

  

A primeira festa de São Sebastião aconteceu em 20 de janeiro de 1.849. No calendário da igreja católica, era a festa de maior repercussão.

Procissão com a imagem no ano de 1.965 na Rua Cel. Gallotti

São Sebastião é o padroeiro da cidade desde 1.848. As festas que fizeram antigamente foram esplendorosas. Na véspera à noite era transladada a imagem para as casas particulares. A vila era toda iluminada com lampiões a querosene, lanternas multicores à vela de sebo. Arcos defronte as residências cada qual o mais enfeitado e palmiteiras desde a igreja matriz até onde pernoitava o  santo.

Bandas de música, foguetes e orações. Que noite bonitas a véspera de São Sebastião. No dia seguinte retorno da imagem com o mesmo esplendor. A missa solene campal era rezada no local. Ao chegar na matriz novena com muitas luzes e muitos cânticos.

A nossa gente antiga tinha o sentimento da tradição!

A partir do ano de 1.998 Padre Davi Coelho transfere essa tradicional festa para o mês de novembro.

  

Festa do Divino

   

Aqui em Tijucas, as manifestações populares que cercam a Festa do Divino, como a peregrinação das bandeireiras, cantorias, foliões e Império do Divino, são muito fortes, ricas de expressão religiosa, que para os cépticos nada mais é do que folclore. Desfile do Império

A historia registra que a primeira festa do Divino Espírito Santo em Tijucas foi realizada em junho de 1.890, na antiga matriz de São Sebastião no tradicional Bairro da Praça.

Essa tradição foi trazida pelo padre Manoel Miranda da Cruz, vindo de Portugal.

A festa do divino é considera a maior comemoração religiosa do Vale do Rio Tijucas. Esta celebração envolve toda a comunidade.

Padre Davi Coelho é grande incentivador da fé e da religiosidade, presente na festa e ao mesmo revitalizando toda a parte folclórica e social dos rituais pertencentes a festa , como a peregrinação das bandeiras do divino, as novenas nas casas dos fieis e os donativos angariados e distribuídos entre necessitados. (Veja calendário de eventos).

A festa a cada ano vem aumentando devido ao numero de participantes e nos mostra, as bandeiras ricas, bordadas em veludo vermelho, as lembrancinhas da festa, as rosetas, biscoitos feitos especialmente para o fim de semana da festa.Descreve cada detalhe, dos preparativos a decoração do Imperador no Domingos de Pentecostes.

   

Festa de Nossa Senhora dos Navegantes

  

Capela de N.S. dos Navegantes - Bairro da PraçaImagem de N.S. dos Navegantes

  

Festa de Nossa Senhora dos Navegantes, esta festa é realizada no dia 15 de agosto é de origem portuguesa. Vários barcos e milhares de fiéis devotos participam da procissão náutica. Nas águas, á frente do barco, são lançadas presentes: flores, fitas, grinaldas, etc. No fim da procissão é que começa a festa: barraquinhas, comidas, bebidas, frutas e muita alegria.

Essa festa é comemorada desde 1.841 quando Tijucas ainda era Freguesia.

  

Festa da Santa Cruz

 

Das festas religiosas populares tijuquense, a de Santa Cruz, levada a efeito todos os anos no dia três de maio, foi a mais falada que o povo consagrou.

No principio, quando não havia pároco na Vila, a festa era rezada por capelães.

Vinha gente das redondezas e de toda vila para prestigiar a festa.

O trânsito da principal rua era feita uma cerca na Praça Sete de Setembro, atual Getulio Vargas em frente da casa de negócios de Antônio Gaudêncio Campos (atual residência da D. Marilandia Santos). Após o término eram queimados muitos fogos. Soltavam-se balões multicores. O povo rezava e se divertia sem luxo, porque para lá iam os pobres de chinelos e tamancos.

Um dia o vigário resolveu, depois de ter rezado tantos terços, e dito tantas missas interditar a cruz e proibindo a festa.

O povo sujeitou-se a decisão arbitrária do padre de acabar com uma das maiores festas tradicionais de Tijucas.

  

TERNO DE REIS

 

A festa começa no dia 24 de dezembro e vai até 6 de janeiro data que celebra a manifestação da divindade de Cristo, Dia de adoração de reis.

Os grupos saem cantando e louvando o nascimento do Deus menino. Os foliões de Reis imitam os reis magos, que viajam guiados pela estrela de Belém.

Segundo a tradição, quem acolhe os reis visitantes é abençoado. Normalmente as pessoas da casa são acordadas e oferecem comida e bebida ao grupo.

     

PAU DE FITA

 

A dança do pau-de-fita no nosso folclore é apresentada por vários grupos folclóricos, cuja formação étnica é responsável pela diversificação da nossa cultura popular.

De origem portuguesa, é associada à dança dos arcos de flores, a jardineira, e antigamente a dança do Cupido.

Sendo originário do meio rural e que os índios Maias a incluíram em seus costumes, aqui em Tijucas o folclore é registrado como recreação infantil nas escolas. É uma apresentação das mais lindas da nossa cultura, em grupos de oito a doze pares, por damas e cavalheiros. No passado, alguns grupos, na dificuldade de arranjarem moças, por razões óbvias, se transvestiam, apresentando-se mascarados ou de caras pintadas.

   

CARNAVAL

   

Carnaval de 1.933 - Bentinha Cherem Rainha do Clube Horácio PìresOs célebres carnavais de rua começaram a parecer em Tijucas na década de 30 com magníficos blocos animados. Os mais inesquecíveis foram: do Euclides Medeiros, do Sebastião Cruz, o do Quatro de Maio, sob a orientação de Gentil Melim, com rainha, que foi a senhorinha Eulália Andriani, dona Lalinha. Carro original e luxuoso, impecável cavalaria e originais bailados e danças marcados pelas canções e orquestras. Sucesso absoluto dos três blocos, cujas canções ainda hoje são lembrados.bailes.Em outro seguinte, Atílio Campos, Lelo Carvalho, Guilherme Varela, e Vadinho fotografo inventaram uma melancia que ao abrir, via-se uma iole com três remadores sobre o mar azulado, remando e cantando uma canção de Varela (modinha) A noite iluminada por luz elétrica, causou a maior sensação e sucesso. Isso deve ter acontecido em 1.930. No carnaval de 1.933, também brilhou BENTINHA CHEREM. Foi preparado por Osvaldo Oliveira (Vadinho) e outros auxiliares, um carro alegórico que consistia de uma grande águia em vôo, conduzindo no bico com fitas caídas em branco, a legenda Ano de 1.934"a cor da águia era verde garrafa para a azul.A rainha Benta Cherem em seu trono ficava debaixo da águia, e com o seu bonito e simpático sorriso, encantava o publico que por todos os lados cantava- "Bentinha, Bentinha, teus olhos lindos de cristal, desta vez, em vez da moreninha, serás a rainha do meu carnaval." Assim foram os carnavais de Tijucas.

  

FESTAS JUNINAS

   

Celeste e Cora Laus no baile de chita no Clube 4 de Maio em 1934No Brasil a festa junina é realizada no inverno, iniciando com Santo Antônio (13 de junho), mas a véspera da festa (12 de junho) é que é considerada propícia a adivinhação, principalmente em torno do amor, sorte e morte. Atribuíram-se as plantas especiais certos poderes para afastar ou aproximar a trilogia, entre elas: arruda, hortelã, artemísia, alecrim, manjericão, camomila, trevo.

Uma fogueira é a atração da festa que, como ela assume maior importância entre as pessoas mais simples, mesmo nos meios urbanos reproduzem-se as vestimentas e trejeitos do caboclo brasileiro.

As comidas são também próprias da época: batata doce, aipim, inhame e no sul pinhão. Há sempre um mastro com a bandeira representando São João enfeitado com lanternas e bandeiras coloridas de pano ou de papel.

Nas noites frias de junho, os balões colorem o céu e uma música tão popular quanto a carnavalesca acompanha os festejos onde não falta a quadrilha.

É uma festa presente em todas as áreas culturais brasileiras, girando sempre em torno da fogueira. Na festa tiram sorte, prevendo o futuro, o casamento e viagens. Entre a ilusão e a realidade, o São João Brasileiro traduz a poesia do povo simples, enfeitando com suas cores e ritmos a festa folclórica.

  

FOLGUEDOS

  

FARRA DO BOI

  

Boi vermelhinho o rei das touradas popularesA brincadeira da farra do boi ou touradas sempre foi à paixão dos portugueses e espanhóis desde do século XVI.

No final do século passado, a farra do boi chegou em Santa Catarina e Tijucas e é preservada até nossos dias.

Na quaresma muitos bois eram comprados para soltar à noite da semana santa. Então, aí se apostavam cavaleiros e apreciadores, que desde quinta-feira percorriam os locais onde havia bois.Na época própria, à noite a cidade enchia-se de cavaleiros para o tradicional divertimento de fim de quaresma. Verdade que, agora, a policia já controla o brinquedo proibindo-o.

Embora sendo proibido pela Policia a brincadeira da farra do boi, a maior festa folclórica portuguesa é realizada no Bairro da Praça  Sul do Rio, Nova Descoberta e a Fazenda do Vô Guilherme em Areias.

  

OS RODEIOS

   

Os rodeios são provas que mostram a habilidade dos peões e vaqueiros na lida com cavalos e gado.

Os rodeios têm estilo americano. Eles se tornaram mais populares nos últimos anos. Aqui em Tijucas esse esporte iniciou na década de 60, com a fundação dos CTGs Laço de Prata e Laço de Ouro, dos irmãos Arécio e Álvaro Ávila dos Santos. O evento era realizado no campo dos Gallotti em Santa Luzia. Na década de 70 reuniram-se os senhores, Zé Gaúcho, Eloi Geraldo, Lauro de Souza, Gilberto Brito e Dr. Dail Santos para fundar o CTG Os Tijucanos. Esses CTGs conquistaram muitos prêmios para Tijucas.

Destacamos alguns cavalos de pura raça que brilharam e fizeram história: Alazão, do Álvaro, Branquinho do Zé Gaúcho, Coringa do Lauro de Sousa Cacique do Sandro Portela e o Tordilho do Zico Ávila dos Santos.

Atualmente temos os CTGs, Fazenda Eliane de  e Estância Velho Pai  e Fogão de Lenha.

Também fazia parte de algumas propriedades rurais o engenho de açúcar onde, da cana se extraia a garapa que era transformada em cachaça, melado, açúcar grosso. Por muito tempo a pesca foi a alimentação básica dos tijquenses principalmente os ribeirinhos.

  

ENGENHOS

  

Moendas de um engenho de açúcarOs primeiros engenhos de farinha construídos em Tijucas foram por volta de 1.871, que eram denominados Cangalhas.

Eles utilizavam como fonte geradora de energia, a tração animal, a força bruta dos escravos e os recursos naturais. A água e o vento como fonte energética foi trazida e implantada pelos colonizadoresPrensa de um engenho de farinha. europeus, principalmente para beneficiar o café, cana de açúcar, mandioca, milho e vários outros produtos.

É opinião unânime que, sem desmerecer as vantagens da industrialização, tinham maior sabor os produtos dos antigos engenhos, tais como as famosas cachaças e farinhas tapioca. Nossas avós e mães continuam fabricando o cuscuz, biju, polenta, pamonha, roscas, broas e outras iguarias, porém, sempre reclamando da ausência dos ingredientes produzidos em nossos tradicionais engenhos.

  

AS ARTES

  

A primeira peça teatral encenada aconteceu em 7 de setembro de 1.885 em comemoração ao dia da Independência do Brasil. A peça era intitulada Vampiros Sociais, uma hilariante comédia. Cantado por um coro misto de vozes formado por um grupo de moços da vila. Anos mais tarde, os grupos dramáticos voltaram a apresenta-se nos clubes, 7 de Setembro e Perseverança,Sociedades dançantes daquela época.Os grupos efêmeros que se formavam de vez em quando, a comunidade dava muita importância ao teatro como meio educacional. Cine Theatro Manoel Cruz

Formavam os grupo com meninos e mocinhas, e mais tarde com adultos de primeira água. Depois com Donato Melim e Sra. Cláudio Olavo de Campos e sra, Mario Correia e sra, Antonio de as, Jose Bayer, Hercílio Rosa, Rodolfo Buchelle, Joca Leal, Nestor Firmo, Ivo Varella e sra e um grupo de gentis srtas, o autor destas linhas e de revistas teatrais levou à cena muitas peças de sua autoria, bem como peças de outros teatrólogos.

Manoel Cruz. Mais tarde, no dia 24 de janeiro de 1.926, fundou o Cine teatro Manoel Cruz na Rua Coronel Gallotti. Na época, os filmes mudos tinham acompanhamento musical dos filhos Sebastião e Maria Cruz, ele no violino e ela no piano, dando o máximo de si para fazer delirar a platéia nas brigas do mocinho com o bandido, e também nas cenas de amor. Além do cinema, o cine teatro apresentava belas peças, encenadas por artistas da terra Tais como: Gentil Melim, Sebastião Cruz, Celina Peixoto, Maria Cruz, Lucrecia Bayer entre outros.

A primeira peça foi Almaisa, com direção de Sebastião Cruz e Gentil Melim e a última foi o Anjo dos Pobres. Em 1.932 o cine apresentava pela primeira vez o cinema falado, com a estréia do Grande Gabo e o Rei do Jazz.

Por volta de 35, o cine encerrou suas atividades artísticas. Depois de um período de mais de 60 anos o prédio está passando por uma restauração..

Pretendesse-se ali, abrigar a Casa da Cultura.

Outros cinemas também fizeram historias como, por exemplo, o cine do seu Vadinho e Dona Teotonia, Seu Elvino e o cinema do Lohse.

  

TEATRO DE REVISTA

  

Citamos as revistas “TERRA IDEAL”, "Ritinha na Cidade", "Seu Venâncio", "Chegar aí" e "Gaveta de Sapateiro" que obtiveram formidável sucesso pela arte e bom gosto apresentado. A última delas foi levada nove meses, o que foi mais do que sucesso. As letras dos poemas sem as receptivas músicas de autoria de G. Varela ainda hoje se ouvem cantar. Em "Terra Ideal" trabalharam: Cláudio Campos, Donato Melim, G. Varela, Oscar Bayer, Gercino Gomes, Ivo Varela, Olavino Matias. Senhoritas: Guilhermina Bozano, Lila Bastos, Maria Clementina Souza, Esther Laus, Blandina Laus, Judite Laus entre outras...

  

CINE LOHSE

  

Antigo Cine LohseArtur Lohse, oriundo de Blumenau veio para Tijucas em 1.947 e seu primeiro empreendimento foi à construção de um cinema na cidade.