Prefeitura de Tijucas mantém os serviços com pequenas restrições

24/05/2018 12:13

Em virtude da paralisação do transporte rodoviário, da possível falta de combustíveis e demais produtos causados pelas manifestações que ocorrem em todo o país, a prefeitura de Tijucas determinou que sejam priorizados os atendimentos à Saúde e à Educação. Os demais setores continuam funcionando normalmente, tendo apenas restrição do uso de combustível a fim de evitar a falta do produto.

Sendo assim, seguem sem alteração os serviços de transportes de pacientes, atendimentos de urgência e emergência, bem como o transporte escolar. Apenas serviços administrativos que requerem uso de veículos estão com restrições, como medida cautelar.

A Federação Catarinense de Municípios (Fecam) acompanha a situação em todas as prefeituras do estado e também se manifestou oficialmente nesta quinta-feira (24). Confira a nota publicada pela entidade:

POSICIONAMENTO DA FECAM

Aos Municípios Catarinenses a entidade recomenda cautela e atos administrativos de prevenção em relação a manutenção dos serviços essenciais. Os administradores municipais estão fazendo todo esforço para, dentro do possível, manter especialmente serviços de educação infantil (funcionamento de creches) e na área de saúde, preferencialmente, o transporte de pacientes para hemodiálise, quimioterapia, radioterapia e atendimento do SAMU, mas neste momento, mesmo serviços de educação começam a serem afetados devido à falta de alimentos.

A entidade pede atenção e compreensão da população e alerta para que os gestores promovam medidas que assegurarem o funcionamento desses serviços e as ações de urgência. A FECAM recomenda que as demais atividades sejam preventivamente suspensas e que a população seja informada sobre as potenciais consequências da situação que nesse momento se apresenta inalterada e com perspectivas de agravamento em face da falta de combustíveis. Toda e qualquer paralisação deve ser ampla e previamente difundida à sociedade.

A Federação recomenda que os órgãos de controle e entidades de Segurança, Hospitais e demais órgãos do Estado, sejam informados da situação de vulnerabilidade em virtude da escassez de abastecimento.

A Federação acompanha a paralisação com preocupação uma vez que as manifestações afetam estruturalmente a economia do estado e conclama às autoridades responsáveis a busca urgente de soluções negociadas em defesa dos brasileiros.

Da proposta de “zerar” a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico – CIDE, o que impactará a economia dos municípios, os prejudicará negativamente e não será suficiente para solucionar os problemas de custo dos combustíveis. A FECAM é contra a redução de tributação que atinja os municípios, principalmente em um contexto de que a União concentra a maioria da arrecadação e não abre mão disso, nem em momentos como o atualmente vivido pelo país. O quadro político e econômico exige medidas estruturais de incentivo à produção e competitividade, sem penalizar os entes municipais brasileiros.

Texto: Karina Peixoto Silva | Informações: FECAM