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Tijucas, julho de 2026 ? A Prefeitura de Tijucas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, da Vigilância em Saúde e do Programa de Endemias, recebeu o resultado das análises laboratoriais realizadas em exemplares de caramujos-africanos coletados no município. Os exames apontaram resultado negativo para agentes parasitários, representando uma importante informação para o monitoramento da saúde pública.
Os moluscos foram coletados no dia 27 de abril de 2026 em três pontos do município: na Rua Jeferson Clides Benatti, no bairro XV de Novembro; na Rua Araçá, no bairro Universitário; e na Rua Padre Parise, no bairro Praça. Ao todo, seis exemplares foram encaminhados ao Laboratório de Malacologia do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), referência nacional na identificação e análise da espécie.
O laudo confirmou que todos os exemplares pertencem à espécie Achatina fulica, conhecida popularmente como caramujo-africano, considerada invasora e com elevada capacidade de reprodução e adaptação ao ambiente.
Além da identificação da espécie, os exemplares passaram por exames parasitológicos para verificar a presença de agentes etiológicos, como vermes.
De acordo com o Relatório de Ensaios RE-LRNEM 069/2026, emitido pelo Instituto Oswaldo Cruz, nenhum dos seis caramujos analisados apresentou agentes parasitários.
Embora o resultado seja positivo, a Secretaria Municipal de Saúde ressalta que o laudo se refere exclusivamente aos exemplares encaminhados para análise, não sendo possível afirmar que todos os caramujos existentes no município apresentem a mesma condição.
A orientação da Vigilância em Saúde permanece a mesma: a população deve evitar o contato direto com os caramujos e com suas secreções. Caso encontre exemplares, principalmente em grande quantidade, o morador deve entrar em contato com a Vigilância em Saúde para receber orientações sobre a forma correta de realizar a coleta e a destinação adequada dos moluscos.
É importante destacar que a coleta dos caramujos não é realizada pelo Município, sendo de responsabilidade do próprio morador. A equipe da Vigilância em Saúde pode prestar orientações por telefone através do número (48) 3220-0702 ou, quando necessário, no próprio local, explicando os procedimentos adequados para o manejo dos exemplares. A remoção deve ser feita pelo cidadão, utilizando equipamentos de proteção, como luvas, evitando o contato direto com os moluscos e suas secreções.
Após a coleta, os exemplares devem ser encaminhados a um dos pontos de entrega disponibilizados pela Prefeitura.
Também é recomendado manter quintais, jardins e terrenos limpos, evitando o acúmulo de folhas, entulhos, restos de madeira e outros materiais que possam servir de abrigo para a espécie. Crianças e animais domésticos também não devem ter contato com os moluscos.
A Vigilância em Saúde e o Programa de Endemias seguirão realizando o monitoramento dos locais onde houve registros do caramujo-africano e desenvolvendo ações de orientação e acompanhamento para controlar a proliferação da espécie e proteger a saúde da população.
O que é: Monitoramento e orientação sobre o controle do caramujo-africano.
Importante: A coleta dos exemplares é de responsabilidade do morador, que deve seguir as orientações da Vigilância em Saúde e utilizar equipamentos de proteção durante o manejo.
Orientação: Em caso de ocorrência, entre em contato com a Vigilância em Saúde para receber orientações sobre a coleta e a destinação correta dos moluscos.
Pontos de entrega dos exemplares coletados:
Mais informações: Vigilância em Saúde, Programa de Endemias e Secretaria Municipal de Saúde.
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