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11 horas atrás
A Prefeitura de Tijucas, por meio da Vigilância em Saúde, orienta a população sobre os riscos e os cuidados relacionados à aranha-marrom (gênero Loxosceles), um dos aracnídeos de maior importância em saúde pública no Brasil. Discreta e de hábitos noturnos, a espécie costuma permanecer escondida durante o dia, o que favorece acidentes principalmente dentro de residências.
De pequeno a médio porte, com coloração que varia do marrom ao castanho e comportamento pouco agressivo, a aranha-marrom geralmente pica apenas quando é comprimida. Situações comuns incluem vestir roupas guardadas por muito tempo, calçar sapatos deixados no chão ou se virar na cama durante o sono. Por preferir locais secos, escuros e pouco movimentados, o animal costuma se abrigar atrás de móveis, em frestas, rodapés, depósitos, garagens, áreas de serviço, caixas e pilhas de papelão.
Sinais de alerta exigem atenção imediata
Em muitos casos, a pessoa não percebe a picada no momento em que ela ocorre. Com o passar das horas, podem surgir dor local progressiva, vermelhidão, inchaço e sensação de calor. Em situações mais graves, podem aparecer febre, náuseas, fraqueza intensa, urina escura, sonolência ou alteração na coloração da pele e dos olhos.
A Vigilância em Saúde orienta que a população procure atendimento médico o quanto antes se houver piora da lesão, dor intensa, aumento rápido de inchaço ou se a vítima for criança, idoso, gestante ou pessoa com doença crônica. “Não é recomendado esperar a evolução do quadro em casa. A avaliação precoce é fundamental para evitar complicações”, reforça a equipe técnica.
Primeiros cuidados fazem diferença
Em caso de suspeita de picada por aranha-marrom, a recomendação é lavar o local com água e sabão, fazer compressa fria por curtos períodos e manter o local em repouso. É importante não furar, não espremer e não aplicar substâncias caseiras, ervas ou produtos químicos sobre a lesão, pois essas práticas podem agravar o quadro.
Sempre que possível, registrar uma foto do local pode ajudar no acompanhamento da evolução. A captura do animal só deve ser tentada se não houver risco, já que a segurança da pessoa deve ser prioridade.
Prevenção começa dentro de casa
Medidas simples no dia a dia reduzem significativamente o risco de acidentes. Entre as principais orientações estão sacudir roupas, toalhas e roupas de cama antes de usar, especialmente aquelas guardadas por longos períodos, e verificar calçados antes de calçar, principalmente os que ficam no chão ou em áreas externas.
Também é fundamental evitar o acúmulo de caixas de papelão, entulho e objetos parados, manter depósitos, garagens e áreas de serviço limpos e organizados e, sempre que possível, vedar frestas e rachaduras em paredes, rodapés e forros. Manter camas e berços afastados da parede também ajuda a diminuir o risco de contato com o animal.
Orientação permanente à comunidade
A Vigilância em Saúde destaca ainda a importância de orientar toda a família, inclusive crianças, a não colocar as mãos em locais escuros ou em frestas. Em casos de presença frequente da aranha-marrom em residências, a população pode buscar orientação junto aos serviços municipais responsáveis por zoonoses ou controle de pragas.
Com informação, atenção aos sinais e cuidados simples de prevenção, é possível reduzir riscos e proteger a saúde da população.
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